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Benefícios Previdenciários

Pensão por Morte: Quem Tem Direito, Regras Atuais, Duração do Benefício e Erros Comuns do INSS

3 de janeiro de 2026
11 min de leitura
Por Dra. Camilla Pacífico Dantas
Pensão por Morte: Quem Tem Direito, Regras Atuais, Duração do Benefício e Erros Comuns do INSS

Introdução

A perda de um familiar é um momento de dor, insegurança e desorganização emocional. Infelizmente, é justamente nesse cenário que muitas famílias se veem obrigadas a lidar com a burocracia do INSS para garantir a pensão por morte, benefício essencial para a subsistência dos dependentes.

O que poucas pessoas sabem é que a pensão por morte mudou muito nos últimos anos, especialmente após a Reforma da Previdência, e hoje não é automática, não é vitalícia em todos os casos e nem sempre corresponde ao valor que o segurado recebia em vida.

O que é a Pensão por Morte?

A pensão por morte é o benefício pago aos dependentes do segurado do INSS que falece, seja ele aposentado ou não aposentado, mas com qualidade de segurado.

A finalidade do benefício é substituir a renda do segurado falecido, garantindo proteção econômica à família.

Base legal: Art. 201, inciso V, da Constituição Federal e Arts. 74 a 79 da Lei nº 8.213/1991

Quem Tem Direito à Pensão por Morte?

A lei divide os dependentes em classes:

Dependentes de 1ª classe (preferenciais)

  • Cônjuge ou companheiro(a)
  • Filhos menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência

A dependência econômica é presumida, não precisa ser comprovada.

Dependentes de 2ª classe

  • Pais do segurado (precisam comprovar dependência econômica)

Dependentes de 3ª classe

  • Irmãos menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência (precisam comprovar dependência econômica)

A existência de dependente em classe anterior exclui os das classes seguintes.

Qual é o Valor da Pensão por Morte Hoje?

Após a Reforma da Previdência, o cálculo mudou significativamente:

  • A pensão corresponde a 50% do valor da aposentadoria (ou do benefício que o segurado teria direito)
  • Acréscimo de 10% por dependente, até o limite de 100%

Exemplo prático:

  • Viúva sem filhos → 60%
  • Viúva + 2 filhos → 80%
  • Viúva + 5 dependentes → 100%

Antes da Reforma, o valor era 100%, independentemente do número de dependentes.

A Pensão por Morte é Vitalícia?

Nem sempre. A duração da pensão para o cônjuge ou companheiro(a) depende de idade do dependente, tempo de casamento ou união estável, e tempo de contribuição do segurado falecido.

Exemplo de duração (regra geral):

  • Menos de 22 anos → 3 anos
  • Entre 22 e 27 anos → 6 anos
  • Entre 28 e 30 anos → 10 anos
  • Entre 31 e 41 anos → 15 ou 20 anos
  • 44 anos ou mais → vitalícia

Muitos pensionistas perdem o benefício por desconhecer essas regras.

União Estável e Pensão por Morte: Onde Mais Dá Problema

O INSS nega com frequência pensões por morte em casos de união estável. Exigem-se provas como contas conjuntas, declaração de imposto de renda, certidão de nascimento de filhos e prova testemunhal.

A negativa administrativa não impede o reconhecimento judicial.

Erros Mais Comuns do INSS

  • Negar união estável
  • Erro no cálculo do valor
  • Erro na duração do benefício
  • Negar qualidade de segurado
  • Ignorar dependentes inválidos ou com deficiência

Muitos desses erros só são corrigidos judicialmente.

Conclusão

A pensão por morte é um direito fundamental dos dependentes, mas não é simples como muitos imaginam. As regras mudaram, o valor foi reduzido e o INSS adota postura restritiva na concessão.

Se você perdeu um familiar e teve o benefício negado — ou concedido de forma incorreta — não aceite a decisão sem análise técnica.

Procure orientação previdenciária especializada e garanta a proteção que a lei assegura à sua família.

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